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terça-feira, 30 de julho de 2013

Governadora do RN anuncia medidas para cortar gastos

Rosalba Ciarlini se reuniu com secretários na noite desta segunda (29).
Corte atinge gratificações, cargos comissionados, diárias e viagens.



A governadora do Rio Grande do Norte, Rosalba Ciarlini, anunciou algumas medidas de contenção de despesas, em reunião realizada na noite desta segunda-feira (29) com secretários do Governo. Entre as medidas estão corte de despesas com pessoal, suspensão da concessão de gratificações, proibição da contratação de cargos comissionados e suspensão de viagens.

Na reunião, a governadora recebeu relato dos secretários sobre as metas para tentar ajudar na redução do custeio da máquina pública. De acordo com o Governo, reuniões serão realizadas semanalmente para que o cumprimento das metas seja cobrado.

Entre as medidas adotadas pela administração do Estado, ficou determinado que haverá um rígido controle nos gastos com diárias - exceto as consideradas extremamente essenciais –, com combustíveis e uma revisão em todos os contratos de locação de veículos. Segundo o Governo, com a exceção da Segurança, todas as secretarias reduzirão suas frotas.

Saúde e Ação Social
Outras medidas anunciadas durante a reunião são: um mutirão para realização de cirurgias, com início na próxima semana, para desocupar leitos; mais agilidade na conclusão de obras para aumentar a oferta de leitos nos hospitais públicos, e maior rapidez na construção de cisternas pela Secretaria de Ação Social.

sábado, 27 de julho de 2013

UE e China resolvem disputa comercial sobre painéis solares

A China e a União Europeia solucionaram neste sábado, 27, aquela que era sua maior disputa comercial, com um acordo que regula a importação de painéis solares chineses e evita uma guerra mais acirrada que vai dos vinhos ao aço.

Após seis semanas de conversas, o negociador-chefe da UE e sua contraparte chinesa selaram o acordo por telefone, estabelecendo um preço mínimo pelos painéis da China, mais próximos dos preços de mercado.

Fabricantes de painéis solares europeus acusam a China de se beneficiar dos enormes subsídios estatais, que lhe permitiu exportar para a Europa produtos de baixo custo no valor de € 21 bilhões (cerca de US$ 28 bilhões), tirando empresas europeias do negócio.

Outras indústrias europeias que acusaram a China de "dumping" tiveram que lidar com importações de cerca de € 1 bilhão (US$ 3,45 bilhões) por ano.

A Europa planejava impor tarifas pesadas a partir de 6 de agosto, mas, receosa de ofender os líderes chineses e perder negócios na segunda maior economia do mundo, uma maioria de governos da UE, encabeçados pela Alemanha, opôs-se ao plano, que levou ao acordo com concessões.

"Encontramos uma solução amigável", disse Karel De Gucht, Comissário de Comércio da UE. "Estou satisfeito com a oferta de estabelecimento de preço submetida pelos exportadores de painéis solares chineses", declarou, referindo-se ao preço mínimo para as importações vindas da China.

Shen Danyang, porta-voz do Ministério do Comércio da China, deu as boas-vindas ao acordo, saudando um "desfecho positivo e altamente construtivo".

Multinacionais reclamam de economia fraca do Brasil, manifestações e câmbio

O aumento do consumo dos brasileiros perdeu a vez nos resultados das multinacionais que atuam no país e deu lugar a queixas sobre baixo crescimento econômico, inflação, depreciação cambial e os impactos dos protestos nas vendas de junho.

País eleva receitas de agronegócio e tecnologia

As reclamações sobre o Brasil marcam o tom dos balanços do segundo trimestre e das entrevistas a analistas de gigantes como Coca-Cola, Electrolux, Whirlpool, Unilever e Lexmark. Muito diferente dos anos anteriores, quando o gasto crescente dos brasileiros era comemorado.

Até o empresário Eike Batista foi citado: a derrocada de seu conglomerado afetou o lucro líquido da norte-americana General Electric. A empresa registrou uma baixa contábil de US$ 108 milhões no balanço do segundo trimestre por causa de um investimento de US$ 300 milhões feito no grupo EBX.
queixas

A Coca-Cola, cuja taxa de aumento de vendas na América Latina caiu pela metade entre o primeiro e o segundo trimestre (de 4% para 2%), citou "desafios macroeconômicos" nos principais mercados -lê-se Brasil e México-, como nível de endividamento, inflação e protestos no país.



"A taxa de crescimento da indústria de bebidas está de 1,5 a 2 pontos percentuais abaixo da média dos últimos quatro anos na América Latina", disse Muhtar Kent, presidente da Coca, durante teleconferência com analistas.

A desaceleração do setor afetou também a Ingredion, fornecedora de insumos para os fabricantes de bebidas.

"A economia brasileira está, de certa forma, estagnada e as nossas vendas para a indústria de cerveja continuam fracas", disse Ilene Gordon, presidente da Ingredion.

Em companhias com custos em dólares, a depreciação cambial afetou os balanços. "Nossos resultados foram impactados por aumento de custos. A valorização do dólar ante o real tornou matérias-primas mais caras", afirmou a analistas Keith McLoughlin, presidente da Electrolux.

A rival Whirlpool, dona da Brastemp, reduziu a sua estimativa de crescimento para o setor. "Vimos uma desaceleração da indústria, principalmente em junho devido aos protestos no Brasil.
Então decidimos reduzir nossa expectativa para a demanda na região", disse Jeff Fettig, presidente da empresa.

A maioria dos problemas, no entanto, não é exclusiva do Brasil. A desaceleração no consumo é destacada em vários países emergentes. Por outro lado, as multinacionais comemoram a recuperação dos Estados Unidos.

sexta-feira, 26 de julho de 2013

Superávit nas contas do governo cai 28% no semestre, para R$ 34 bilhões

Em igual período do ano passado, esforço fiscal somou R$ 47,9 bilhões.
Somente em junho, resultado ficou positivo em R$ 1,27 bilhão, diz Tesouro.

As contas do governo central (União, Previdência Social e Banco Central) registraram um superávit primário (economia feita para pagar juros da dívida pública) de R$ 1,27 bilhão em junho e de R$ 34,3 bilhões no primeiro semestre deste ano, informou a Secretaria do Tesouro Nacional nesta sexta-feira (26).

Com isso, houve uma queda no esforço fiscal de 28,3% no acumulado de 2013 sobre o mesmo período de 2012, visto que, de janeiro a junho do ano passado, o superávit somou R$ 47,96 bilhões.

A meta de superávit primário do governo, para este ano, está fixada em R$ 108,1 bilhões. Para todo o setor público consolidado, o que inclui, também, os estados, municípios e empresas estatais, a meta para o ano de 2013 é de R$ 155,9 bilhões, o equivalente a cerca de 3,2% do PIB.

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, informou, na revisão do orçamento deste ano, no mês passado, que o setor público poderá abater cerca de R$ 45 bilhões da meta global de R$ 155,9 bilhões por conta de gastos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) – possibilidade já autorizada pelo Congresso Nacional. Com isso, o superávit primário de todo o setor público poderia recuar para até cerca de R$ 111 bilhões neste ano – o equivalente a 2,3% do PIB.

Para atingir a meta global de 2,3% do PIB, a equipe econômica anunciou, no último dia 22, um bloqueio extra de R$ 10 bilhões em gastos na peça orçamentária deste ano, valor que se soma aos R$ 28 bilhões já cortados em maio deste ano.

sábado, 20 de julho de 2013

Frente a uma economia 'frágil', G20 dará prioridade ao crescimento

Ministros das Finanças estão reunidos em Moscou, na Rússia.
Países querem 'calibrar o ritmo e a composição' dos esforços.


Os ministros das Finanças das grandes potências do G20 afirmaram neste sábado (20) em Moscou que o emprego e o crescimento serão suas "prioridades a curto prazo" frente a uma retomada econômica "frágil e desigual".

Reunidos desde sexta-feira (19) para preparar a cúpula de chefes de Estado do G20, que acontecerá no início de setembro em São Petersburgo, os ministros indicaram que "a economia mundial continua muito fraca e a retomada econômica frágil e desigual", segundo o comunicado final da reunião.

Quanto ao plano de ação que será decidido durante a cúpula de São Petersburgo, os países ricos e emergentes concordaram "que nossas prioridades a curto prazo serão o emprego e o crescimento".


Os países do G20 querem "calibrar o ritmo e a composição" dos esforços orçamentários para reduzir os déficits segundo as condições de cada Estado.

As estratégias de consolidação orçamentária são necessárias nas economias avançadas, mas unicamente "a médio prazo", ressaltaram.

Os ministros concordaram então em relegar a segundo plano a disciplina orçamentária, defendida pelos países superavitários como a Alemanha e a China, enquanto muitos países, como os Estados Unidos e a França, querem privilegiar o crescimento e o emprego.

Os negociadores levaram tempo para chegar a este acordo. Sexta-feira à noite, o ministro francês das Finanças reconheceu que não havia consenso "espontâneo" sobre o equilíbrio a ser encontrado entre a redução dos déficits públicos e apoio à atividade econômica, e que os resultados do G20 em termos de crescimento eram, até o momento "insuficientes".

Os próximos passos a serem seguidos são a "redução da fragmentação dos mercados financeiros", "a união bancária na Europa", "o reequilíbrio do crescimento mundial" e ainda a manutenção das políticas monetárias acomodatícias.

Sobre este ponto, e a pedido de alguns países emergentes, o G20 fez um apelo aos bancos centrais, principalmente o Fed americano, a agir com tato.

"As mudanças futuras" da política monetária "continuarão a ser calibradas cuidadosamente e claramente comunicadas", segundo o grupo.

Este ponto é essencial para alguns países emergentes, como Brasil e Rússia, que têm sido afetados pela política do Banco Central dos Estados Unidos.

O Federal Reserve (Fed) inunda há vários anos o sistema financeiro com liquidez, reinvestindo pesadamente em mercados emergentes, onde os retornos são mais elevados.

Mas o fim anunciado desta política de apoio à atividade econômica levou à saída de capitais significativos de economias em desenvolvimento, minando seus mercados financeiros e pesando em suas moedas.

O presidente do Fed, Ben Bernanke, garantiu esta semana que a instituição iria reduzir o seu apoio à economia apenas quando julgar a recuperação como suficientemente forte.

As grandes potências também indicaram que "apoiam inteiramente" o plano de ação da OCDE contra as estratégias fiscais adotadas por multinacionais para pagar menos impostos.

A Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) entregou na sexta-feira um relatório com um "plano de ação para lutar contra a erosão da base de impostos e a transferência de benefícios" que se divide em 15 medidas.

A OCDE propõe aos países do G20 obrigar as empresas a fornecer ainda mais informações sobre a repartição geográfica de suas receitas, reforçar as trocas de informação entre países e controlar melhor a utilização das filiais no exterior nas estratégias fiscais.

O objetivo é que o conjunto do G20 aprove o plano, respaldado pela Alemanha, Grã-Bretanha,França e Rússia e que depois apliquem as medidas nos próximos dois anos.

Mas os ministros se limitaram a expressar apoio às "etapas regulares sobre o desenvolvimento das propostas e das recomendações para aplicar os 15 pontos" deste plano.

"A aplicação dessas medidas em um único país ou em um grupo de países não dará resultados", preveniu na quinta-feira o ministro russo Anton Silouanov.